Prefeitura inicia segunda edição do projeto de mentoria para universitários negros 

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No mês de julho, a Prefeitura de Salvador iniciou a segunda edição do programa de Mentorias para Universitários Negros. Desenvolvida pela Secretaria Municipal da Reparação (Semur), esse projeto integra as ações do Selo da Diversidade Étnico-Racial. 

O objetivo é orientar os 20 participantes sobre o mercado de trabalho, plano de carreira e projeto de vida. E discutir temas como trabalho em equipe, comunicação assertiva, liderança, autoconhecimento e empoderamento, educação financeira, racismo institucional e como a diversidade étnico-racial nas organizações potencializa resultados. 

A mentoria está organizada em orientações em grupos e individuais para os participantes desenvolverem autoconhecimento e um melhor entendimento sobre o mercado de trabalho. 

Encontro intergeracional

Durante a atividade, os profissionais mais experientes (mentores), compartilham com universitários negros ou negras suas vivências e seu conhecimentos e os encorajando a refletirem sobre si e a desvendarem novos caminhos e possibilidades em suas vidas e carreiras. 

O projeto se divide em duas fases. A primeira traz palestras temáticas sobre o propósito da atividade, como liderança, racismo e empreendedorismo. E na segunda fase, os mentorados participam de encontros individuais com os mentores.O projeto conta com mentorados de instituições certificadas com o selo, como a Unifacs, Fundação Cairu, Unijorge e Uninassau. 

O Selo da Diversidade Étnico-Racial foi instituído pela Semur em 2007 e busca  conscientizar organizações privadas e incentivá-las a promover a diversidade étnico-racial dentro das instituições, conjuntamente com esferas públicas, políticas de inclusão e de reparação racial.

Mentoria para minorias

A ideia de mentorias para grupos minorizados (como negros, indígenas, mulheres, idosos, população lgbtqiapn+, entre outros exemplos) nasce da constatação que esses grupos enfrentam mais dificuldades para acessas melhores oportunidades de trabalho.

Processos como racismo, machismo, etarismo, homofobia torna o ambiente de trabalho inóspito, com diálogo reduzido e violências de vários tipos. No que se refere à população preta, que também é a maioria da população economicamente vulnerável no Brasil.

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